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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Janeiras



Natal dos Simples, de José Afonso

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bo

O grande ausente - embora nunca esquecido - da Cimeira da NATO de Lisboa


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

De novo na Bota

Itália, cá vou eu outra vez:  Lombardia, Veneto, Emilia-Romagna,Toscânia, Úmbria, Lazio.


No fim, regresso à minha Cidade Eterna

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Simplex


A propósito do recente e já tradicional despacho de organização do ano lectivo. Muitas vezes tem de ser o próprio Estado a dizer aos seus "repetidores" - mais papistas do que o próprio Papa - o óbvio:

"6.º -A
Redução das tarefas administrativas

1 — A marcação e realização das reuniões previstas no n.º 2 do artigo 2.º do presente despacho e da alínea c) do n.º 3 do artigo 82.º do ECD deve, para o reforço da sua eficácia, eficiência e garantia do necessário tempo para o trabalho dos docentes a nível individual, ser precedida:
a) Da ponderação da efectiva necessidade da sua realização e da possibilidade de atingir os mesmos objectivos através de outros meios, desde que não se trate de matérias que careçam legalmente de deliberação do órgão em causa;
b) De uma planificação prévia da reunião, estabelecendo as horas de início e do fim e com ordens de trabalho exequíveis dentro desse período;
c) Da atribuição aos seus membros trabalho que possa ser previamente realizado e que permita agilizar o funcionamento dessas reuniões;
d) Do estabelecimento de um sistema de rigoroso controlo na gestão do tempo de forma a cumprir a planificação.
2 — Os órgãos dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, e bem assim as respectivas estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, devem:
a) Evitar a exigência ao pessoal docente de documentos que não estejam legal ou regulamentarmente previstos;
b) Contribuir para que os documentos exigidos aos docentes ou produzidos na escola tenham uma extensão o mais reduzida possível;
c) Assegurar que a escola só se envolve em projectos que se articulem com o respectivo projecto educativo.»

Espero que se continue a mudar as rotinas nas escolas portuguesas.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Para a História da Educação em Portugal, III - Cartilha Maternal


Hoje, por obra e graça de Maria do Rosário Pedreira, lembrei-me do tormento que os Pedros passavam por causa da Cartilha Maternal de João de Deus. Os adultos insistiam em repetir ad nauseam, sempre que encontravam um: «Ó Pedro, que é do livro de capa verde que te deu o avô?». Mas, parafraseando o Álvaro de Campos, «quem me dera no tempo» em que me atormentavam - e eu dava por isso - com aquela malfadada frase!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Casório

Está feito. Agora só espero que não me convidem para casamentos, independentemente da modalidade. Tenho sempre umas mentirolas guardadas para não ir.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Os pequenos estadistas

De Jugular:

"discurso patético - patético o ar enojado, patética e enojante a vitimização. já sabíamos que lhe custa muito perceber como funciona a democracia e que ser presidente tem regras, mas é sempre bom que o torne claro. [...] é: esta coisa chata, chatérrima, chama-se democracia, sr presidente."


A propósito: Cavaco era assim tão cioso de grandes consensos nacionais quando legislava e executava do alto das suas maiorias absolutas?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cravo

Diz Daniel Oliveira:

"Os cravos nas lapelas de Aguiar-Branco e Passos Coelho provam apenas que a direita portuguesa precisou de 36 anos para se libertar da sua relação complexada com a ditadura e fazer as pazes com a revolução. Não foi a esquerda que tomou aquele símbolo como seu, foi a direita que o renegou durante anos. O que não espanta, não tivesse sido o PSD (muito mais do que o CDS) a casa de acolhimento dos quadros locais e intermédios do Estado Novo que procuraram protecção debaixo da asa dos homens da Ala Liberal. Quem se lembra da vitória da Aliança Democrática, no final dos anos 70, lembra-se de como nas bases da AD surgia com tanta facilidade um tom saudosista e revanchista.
Mais recentemente, foi a intelectualidade de direita (e sobretudo os seus novíssimos historiadores) que andou a tentar convencer o portugueses que a coisa até ia bem lançada para chegarmos à democracia de forma “civilizada” e sem baderna na rua.
Em vez de se encaixar no sentimento popular em relação à data a direita passou mais de trinta anos a tentar reescrever a história. Nunca percebeu que, ao mostrar, sobretudo por ressentimento social, tanto incómodo com uma data que a esmagadora maioria dos portugueses lembra com alegria, se condenava a representar um país decadente e anacrónico.
Por ser tão tardio (e ainda não chegou ao Presidente da República), o gesto simbólico e concertado dos dirigentes do PSD denuncia o problema de identidade em que o partido viveu até hoje. Por ter acontecido mostra inteligência táctica da nova direcção: o cravo na lapela transforma o 25 de Abril numa comemoração consensual e retira-lhe a carga ideológica que realmente tem. Faz o corte com o passado. 36 anos depois, o PSD pôs o ressentimento na gaveta."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Equador

Muito importante a decisão do Tribunal Cível de Lisboa, ao condenar quem tinha acusado Miguel Sousa Tavares de plágio (Equador) socorrendo-se de referências a um blogue anónimo onde tais acusações foram proferidas.

Talvez se comece a perceber que A Rede não pode ser o esgoto para onde se destila o ódio, a injúria, o inuendo e que os órgãos de comunicação social não podem, sem mais, ser o eco dessa imundície.

Haja quem não desista - gente corajosa como o Miguel Sousa Tavares.

P.S.: Não li o Equador.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Here comes the sun

Here comes the sun

Deo Gratias

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Os animais

Eu até gosto da senhora, mas porque é que a Hélia Correia tem de aparecer nas entrevistas sempre com o gatinho a marinhar por ela acima ou ao colo? E a minha alergia?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Google Books e Biblioteca Digital Camões

Google Books é uma das grandes iniciativas na Rede e que poderá, num futuro mais ou menos próximo, aproximar-se do Youtube em termos de importância, que não em termos de popularidade: haverá sempre mais pessoas a ver filmes e ouvir música do que a ler.
Aspirando a ser a maior biblioteca do mundo (virtualmente, A Biblioteca), a Google Livros contém um acervo considerável de livros à escala mundial que podem ser visualizados integralmente - obras do domínio público e obras autorizadas - ou parcialmente.
Obras que nunca consegui ler ou que, para o fazer, teria de me deslocar a uma biblioteca estão hoje disponíveis na Rede e podem ser «arrumadas» nas Prateleiras que cada pessoa pode ter na sua conta.
Hoje foi o dia de poder ler as Rimas de Luís de Camões, com o texto estabelecido e prefaciado por Álvaro Júlio da Costa Pimpão e editadas em Coimbra em 1953 «Por Ordem da Universidade nos «Acta Universitatis Conimbrigensis» e de consultar as Obras Médicas de Pedro Hispano, editadas por Maria Helena da Rocha Pereira na mesma colecção. Já estão na minha Prateleira.

A Biblioteca Digital Camões, do Instituto Camões, também disponibiliza para download (em PDF) um conjunto de obras, de que destacaria a célebre «Biblioteca Breve» do antigo ICALP e as recentes edições ne varietur dos Opera Omnia de Agustina Bessa-Luís.

A disponibilização de livros na Rede permite preservar os espécimes físicos e os constrangimentos dos horários e do funcionamento das bibliotecas e arquivos. E proteger-nos dos ácaros.

domingo, 21 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

Peixe de águas profundas

Jaime Gama, de uma assentada, meteu na ordem o tenebroso José Lello e lembrou a um "menino de ouro" do ISCTE - João Mata, Secretário de Estado da Educação - regras de boa educação e de respeito perante o órgão representativo dos cidadãos portugueses. Muito bem!



Artigo 89.º do Regimento da Assembleia da República


«Modo de usar a palavra

1 - No uso da palavra, os oradores dirigem-se ao Presidente e à Assembleia e devem manter-se de pé.»

Artigo 177.º, n.º 1 da Constituição:

«(Participação dos membros do Governo)


1. Os Ministros têm o direito de comparecer às reuniões  plenárias da Assembleia da República, podendo ser coadjuvados ou substituídos pelos Secretários de Estado, e uns e outros usar da palavra, nos termos do Regimento.»

sexta-feira, 12 de março de 2010

Bravos e olés!


Eu já gostava de Gabriela Canavilhas. Para além de ser uma mulher muito bonita e com incomparável panache, é uma excelente pianista e uma grande dirigente. Salvou o Museu de Arte Popular da demolição que a desastrosa Pires de Lima havia decidido e teve a coragem de dignificar essa arte maior que é a Festa Brava ao criar a Secção de Tauromaquia no âmbito do Conselho Nacional de Cultura. E teve, sobretudo, a coragem de enfrentar o politicamente correcto das posições dos «amigos dos animais» (há uma estranha parecença entre estes e os «movimentos pela Vida»). Os sinistros Moutinhos e Sampaios que se preocupem com os cãezinhos metidos em apartamentos e com os seres humanos que têm que os aturar.