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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Grandes Actrizes Portuguesas IV - Cecília Guimarães

Uma grande actriz portuguesa, infelizmente pouco recordada, condenados que somos a só reconhecer «Eunice & Ruy». Privei com Dona Cecília Guimarães quando participei na peça As Suplicantes (Companhia de Teatro de Almada, 1990-1991) em que ela brilhava. Como não lembrar a sua Juliana - que obteve um prémio de representação - em O Primo Basílio (1959) de António Lopes Ribeiro?



P.S.: Há demasiados filmes invisíveis em Portugal. O acima referido é um deles. Mesmo alguns que ainda existiram em VHS nunca foram transpostos para o DVD e o Blu-Ray. Há Oliveiras a que não temos acesso (o fabuloso Benilde ou a Virgem-Mãe, com os fabulosos Glória de Mattos e Varela Silva); mas também se tornaram invisíveis a generalidade dos filmes de António de Macedo, Manuel Guimarães (à excepção de O Crime da Aldeia Velha), Alberto Seixas Santos, Ernesto de Sousa, mesmo Paulo Rocha, Eduardo Geada, Alfredo Tropa. Nem a filmes tão importantes como Sem Sombra de Pecado de José Fonseca e Costa e A Estrangeira de João Mário Grillo temos acesso. Ironia: diz-se mal do cinema português quando a generalidade dos filmes portugueses não são vistos por ninguém! Voltarei a este assunto.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Atribuído o Óscar honorário a Lauren Bacall - muito mais do que apenas Bogie



Óscar honorário para Lauren Bacall

(ver o post anterior sobre a Bacall, aquando do anúncio do Óscar)



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Anunciado Óscar honorário para Lauren Bacall


A mais bela mulher da história do cinema, "o mais belo animal do mundo", não é Marilyn Monroe ou Ava Gardner, Sofia Loren ou Catherine Deneuve. É, pura e simplesmente, Betty Joan Perske e passou à história e ao mito com o nome de LAUREN BACALL.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

João Bénard da Costa (1935-2009)


Há pessoas a quem devemos tanto, que determinaram de tal modo o nosso modo de pensar que, o momento do seu desaparecimento- talvez não paradoxalmente - acaba por nos devolvê-los na condição de Obra. Com João Bénard da Costa aprendi muito e apenas através dos seus textos e das suas intervenções na Cinemateca. Relembro as suas «folhas» - mais tarde editadas - onde dissecava Hitchcock, Capra, Buñuel, Ford, Cukor, Lubitsh, Walsh, Wilder e tantos, tantos outros. Relembro a sua mítica paixão pelo Johnny Guitar de Nicholas Ray, os seus magníficos textos sobre o Musical, as suas frases lapidares como esta sobre Katharine Hepburn : «ela foi a melhor e a mais importante actriz da história do cinema». Mais há, sobretudo o seu grande amor pelo Cinema, o magnífico Português do seu discurso, a sua condição de «vencido do Catolicismo», O Tempo e o Modo, Mounier, a Cinemateca, Os Filmes da Minha Vida/Os Meus Filmes da Vida, O Cinema Português Nunca Existiu, Muito Lá de Casa e muito mais. Obrigado, João Bénard!