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terça-feira, 1 de março de 2011

Jane Russell (1921-2011)




Antes do Gesto e do Peito das Sofias Loren, das Ginas Lollobrigida, das Silvanas Mangano e das Claudias Cardinale havia o que a Russel Antiga Mostrava

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Matthew Lipman (1922-2010)

Morreu o criador da Filosofia para Crianças. Sempre me fez muita impressão esta coisa de dar dignidade filosófica às interrogações naturais, ainda que de teor vagamente metafísico, bem como às perplexidades semânticas das crianças. O pensamento filosófico assenta no trabalho conceptual e argumentativo - para o qual existem técnicas susceptíveis de serem aprendidas - sobre os problemas. Os problemas são, hegelianamente, a colheita da tarde; as crianças são a manhã do Mundo. «A ave de Minerva só levanta voo ao entardecer.»

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Blake Edwards (1922-2010)





Blake Edwards foi o último dos realizadores/autores de um tipo de cinema que não mais teremos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mariana Rey Monteiro (1922-2010)


Mariana Rey Monteiro, atrás de sua mãe, a mítica Amélia Rey Colaço

domingo, 17 de outubro de 2010

Obituários

Alfredo Margarido (1928-2010). Relembro o tradutor de Moby Dick e o ensaista, sobretudo um excelente estudo sobre o africanista Ramires. Dele nada mais li, verso e prosa.

Aníbal Pinto de Castro (1938-2010). Muito caro aos camilianistas e aos camilianos, em que me incluo.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Arthur Penn (1922-2010)



O que eu gosto desta Faye Dunaway. Qualquer dia vou-me a ela...

Tony Curtis (1925-2010)



Também se foi o cantor Eddie Fisher (1928-2010), pai da Carrie, i. é, da Princesa Leia e que trocou a Debbie Reynolds pela Elizabeth Taylor que o trocou pelo Richard Burton.

domingo, 20 de junho de 2010

Na morte de Saramago

Um asco, o artigo "L'onnipotenza (presunta) del narratore" no  L'Osservatore Romano de hoje, a contrastar com o texto sereno da Igreja portuguesa: "O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura expressa o seu pesar na morte de José Saramago, grande criador da língua portuguesa e expoente da nossa cultura. José Saramago ampliou o inestimável património que a literatura representa, capaz de espelhar profundamente a condição humana nas suas buscas, incertezas e vislumbres.
Como é público, o cristianismo e o texto bíblico interessaram muito ao autor como objecto para a sua livre recriação literária. Há uma exigência e beleza nessa aproximação que gostaríamos de sublinhar. O único lamento é que ela nem sempre fosse levada mais longe, e de forma mais desprendida de balizamentos ideológicos. Mas a vivacidade do debate que a sua importante obra instaura, em nada diminui o dever da cordialidade de um encontro cultural que, acreditamos, só pode ser gerado na abertura e na diferença." (Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura).

Muito bem, a blogosfera portuguesa - mesmo a de direita (31 de Armada, incluído; menos bem o Blasfémias).
Muito mal, o senhor Presidente da República, a mostrar a sua total falta de grandeza humana e de Estadista: "Sendo um momento importante para o Estado português, ninguém faria questão que lá estivessem o Aníbal ou o Cavaco. Mas o Presidente da República, esse, nunca poderia faltar à última homenagem ao único prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa. A um dos mais importantes escritores do século XX. Àquele que, com Pessoa, atingiu maior notoriedade internacional. É incoerente decretar dois dias de luto nacional e depois estar ausente da cerimónia oficial.
Cavaco Silva mostrou este fim-de-semana que, mesmo no cargo que ocupa, não consegue ser mais do que ele próprio. Não consegue representar o País. E um Presidente que não está acima da sua pequenez, que não percebe a grandeza de um cargo que o transcende, é e será sempre um mau Presidente." (Daniel Oliveira).

Muito mal o pateta que dá pelo nome de Duarte Pio, a quem muita gente insiste em tratar por "dom". Mas ser infeliz é o seu destino.

Muito bem a selecção nacional e a federação portuguesa de futebol.

*

Um dia destes quero escrever sobre Saramago. O escritor venerado por tantos, de Eduardo Lourenço a George Steiner, de Harold Bloom a Susan Sontag, mas desprezado pelos medíocres que ninguém conhece do outro lado da sua própria rua.

Gostaria de destacar os belíssimos textos de Francisco José Viegas e de Manuel Gusmão. Transcrevo o do primeiro:
"A consagração de Saramago deve-se à literatura e à sua «intervenção cívica» — mas só a literatura, que está ligada à eternidade, o irá transcrever mais tarde nas palavras da terra, no gigantesco poema do mundo, onde entrará Manual de Pintura e Caligrafia, por exemplo, um livro injustamente esquecido, e essa «trilogia do cânone» [Memorial do ConventoO Ano da Morte de Ricardo Reis e Ensaio sobre a Cegueira] e  onde estão inscritas as linhas de quase toda a sua obra: a atenção aos pequenos personagens (quase anónimos, quase insignificantes), o absurdo da História, a ideia de epopeia, a fragilidade do humano e do humanismo.
Tanto em Levantado do Chão como em Memorial do Convento ou em Todos os Nomes, os seus grandes personagens são essencialmente humildes, anónimos e colhidos (e escondidos) da massa da multidão. Baltazar e Blimunda em vez do rei que manda construir o convento de Mafra; os camponeses e o cão atravessando os campos do Alentejo e ressuscitando no final, em vez dos «exemplos de classe"; uma mulher anónima e discreta que enfrenta a cegueira do mundo e interpreta as suas metáforas. Mesmo o amor, mesmo o amor: é uma das suas mais belas histórias de amor, a de História do Cerco de Lisboa, a que é vivida pela editora e pelo revisor — ele, mais uma vez, o homem anónimo, humilde, modesto, que representa toda a modéstia e toda a humildade dos homens e mulheres sem história (à maneira de Gogol; ou encarando o absurdo, como Kafka).
Creio, acreditei sempre — e escrevi-o — que Saramago era um homem extremamente religioso. Só um homem religioso pode rondar a blasfémia e interrogar directamente a figura de um Deus «humanamente injusto». O resto é polémica, passagem, indignações. O que passará à eternidade é isso: talento, trabalho, dedicação" (Francisco José Viegas).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922-2010)


Prémio Camões

Prémio da Associação de Críticos Portugueses
Prémio Cidade de Lisboa
Prémio PEN Clube Português
Prémio Literário Município de Lisboa
Prémio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos)
Prémio Dom Dinis
Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores
Prémio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores)
Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE)

Prémio Grinzane-Cavour
Prémio Internacional Ennio Flaiano
Prémio do jornal The Independent
Prémio Internacional Literário Mondello (Palermo)
Prémio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

António Manuel Couto Viana (1923-2010) e os escritores conservadores

Morreu há uns dias aquele que era, provavelmente, o último sobrevivente da geração da Távola Redonda (David Mourão-Ferreira, Fernanda Botelho, Alberto de Lacerda, entre outros). Este poema - tardio - representa todo o programa de vida de Couto Viana:

"O poeta e o mundo

Podem pedir-me, em vão,
Poemas sociais,
Amor de irmão p'ra irmão
E outras coisas mais:

Falo de mim - só falo
Daquilo que conheço.
O resto... calo

E esqueço."

(Uma vez uma voz, 1985)

P.S.: Eduardo Pitta presta-lhe, também hoje, homenagem.

*

Não é, propriamente, o caso de Couto Viana, mas há alguns escritores de tradição conservadora que me interessam (para além, obviamente, de Agustina Bessa-Luís).
O primeiro é Joaquim Paço d'Arcos, de quem tenho lido umas magníficas short stories (Neve sobre o MarO Navio dos Mortos e Outras Novelas e Carnaval e Outros Contos, etc.) e de quem espero ler o ciclo de seis romances de «Crónica da Vida Lisboeta» e a Cela 27. Em miúdo tinha lido as Memórias duma Nota de Banco. O Autor - outrora muito lido e responsável por haver tantas «Anas Paulas» - tinha mau nome, em parte justificado pelo seu apoio à intervenção da Legião Portuguesa na Sociedade Portuguesa de Escritores e à posterior extinção da mesma, consubstanciado num célebre panfleto. Sei que Paço d'Arcos tinha boa relação com escritores da Oposição - possuo um exemplar de Nus e Suplicantes de Urbano Tavares Rodrigues, em que um dos contos lhe é dedicado, dedicatória essa que é retirada em ulteriores reedições. Sei também - e devo-o a uma conferência de Eduardo Lourenço - que o encostar de Paço d'Arcos à extrema-direita do Regime assentou, em grande parte, num equívoco. Aliás, para além do célebre cosmopolitismo do Autor e do português enxuto é, por exemplo, o erotismo da sua escrita e das suas imagens o que mais o faz estranhar nessa tradição conservadora. Um pouco como Pedro Homem de Mello, embora num registo inverso.
Outros casos são Luís Forjaz Trigueiros - excelente contista -, Tomaz de Figueiredo - cujo vernaculismo é, para mim, um obstáculo como o são Aquilino Ribeiro e João de Araújo Correia -, o escritor católico Francisco Costa, bem como a romancista e ensaísta Esther de Lemos, ainda viva.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Saldanha Sanches (1944-2010)





Entrevista na Pública, aqui (com a devida vénia ao Caminhos da Memória)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

José Vitorino de Pina Martins (1920-2010)

Humanista no verdadeiro sentido da palavra -  cultor das Humanidades -, a erudição do Prof. Pina Martins é um legado para o futuro. Relembro a sua Cultura Italiana (Lisboa, Verbo, 1971), os seus estudos sobre a Menina e Moça (e respectiva edição fac-similada, na Gulbenkian). A importância da sua personalidade enquanto investigar de estudos humanistas e renascentistas em geral e, em particular, sobre Erasmo e o erasmismo, Pico della Mirandola, Camões, Thomas More, Bernardim Ribeiro, entre tantos outros é incomensurável e é dos poucos a ombrear com grandes estudiosos europeus como Eugenio Ascensio, Marcel Bataillon ou Luciana Stegagno Picchio.
Lembre-se que foi Pina Martins o descobridor do Tratado de Confissom (em 8 de Agosto de 1949), o primeiro livro impresso em língua portuguesa até hoje conhecido, que editou.
Relembro a sua fama de grande aquisidor e proprietário de livros raros e valiosos e de preciosos manuscritos, tendo inclusivamente doado à Biblioteca Nacional um dos manuscritos da Menina e Moça, hoje conhecido como o Ms. Bernardiniano da BNL ou Ms. Pina Martins e que antes era de Eugenio Ascensio.
Nunca li a sua obra de ficção, Utopia III, uma sequela da Utopia original de Thomas More. Tenho de ler.

P.S.: O Google Books contém o catálogo da exposição bibliográfica 129 trabalhos científicos de um grande investigador. José Vitorino de Pina Martins, com extensa bibliografia e uma biografia do homenageado, da autoria de Manuel Cadafaz de Matos e editada pela Biblioteca Nacional.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Jaime Salazar Sampaio (1925-2010)

Poeta e dramaturgo, lembro-me de ter visto uma peça sua - Fernando (talvez) Pessoa - há muitos anos (1983), no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Artur Ramos e interpretação de Varela Silva, Curado Ribeiro e Rogério Paulo (recordo até que este se enganou). A peça não era grande coisa, mas acho que foi a minha primeira notícia da existência de Fernando Pessoa, enquanto tal. Nessa peça os heterónimos desfilavam e diziam poemas e lembro-me que nos dias a seguir comprei o Livro do Desassossego, de que nessa altura tinha saído a 1.ª edição.

sábado, 3 de abril de 2010

John Forsythe (1918-2010)



John Forsythe (The Trouble With Harry, de Alfred Hitchcock)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Peter Graves (1926-2010)



Good Morning, Mr. Phelps

Peter Graves não conseguiu cumprir a sua última Missão Impossível

sábado, 6 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Rogério Fernandes († 2010)




Duas obras suas, O Pensamento Pedagógico em Portugal a A Pedagogia Portuguesa Contemporânea, podem ser descarregadas aqui.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010