No post sobre Dona Ivone Lara, Alguém me avisou foi substituído por Acreditar.
O post sobre «A mais terna das canções» - João e Maria - foi retirado. Voltará!
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Fahrenheit 451
A Leya procedeu à transformação em pasta de papel de milhares de livros de Jorge de Sena, Eduardo Lourenço, Eugénio de Andrade e Vasco Graça Moura, entre outros, publicados pela ASA.
Citando Miguel Esteves Cardoso, «espero que a Leya se foda»
Os meus jornais
O Público faz hoje 20 anos. Comprei-o no primeiro dia e tornou-se o meu jornal desde então. Várias vezes me zanguei com ele - como durante o alinhamento de José Manuel Fernandes com a vergonhosa guerra do Golfo II. Mas o balanço é claramente positivo. Parabéns!
Quando era pequeno, lá em casa lia-se o República. Depois, passou-se a ler o Diário de Lisboa. Quando passei a comprar jornais, lia o Sete e o JL. Fixei-me também no Expresso (ainda o leio) e lia esporadicamente o Independente.
Rogério Fernandes († 2010)
Duas obras suas, O Pensamento Pedagógico em Portugal a A Pedagogia Portuguesa Contemporânea, podem ser descarregadas aqui.
quinta-feira, 4 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
As minhas escolas, I
Há uns tempos visitei a Escola onde fiz o «ciclo preparatório» e o 7.º ano «unificado»: a D. António da Costa, em Almada, ou a «a António». Continua a ser uma grande escola. Gostei muito, embora estas visitas a locais onde se foi em larga medida feliz desperte em mim não sei bem se alguma «inquietante estranheza».
terça-feira, 2 de março de 2010
O ultramontanismo
Ou muito me engano, ou a visita de Bento XVI vai revelar-nos em todo o seu esplendor a «maioria silenciosa» ultramontana, miguelista, integralista, salazarenta, direitista, vinda directamente de não-sei-quantos cafés, táxis, paróquias, movimentos, agapes e por aí fora.
Espero que não! Pelo Papa, pela Igreja portuguesa que tem sabido renovar-se na tradição e pelos bispos portugueses que não merecem ser «priores dessa freguesia». E que freguesia!
Facta
Num país em que tanto se fala de cor, em que as teses são sustentadas em aparências, em que o desprezo pelo factual e pelo histórico quase se tornou uma virtude, o trabalho de António Barreto e da Fundação Francisco Manuel dos Santos constitui uma importante iniciativa para um conhecimento seguro do nosso país. O Pordata. Base de Dados Portugal Contemporâneo é um trabalho ciclópico e que vai determinar muito do que a partir de agora dissermos sobre a realidade portuguesa actual e é um desafio às nossas percepções e aos nossos preconceitos.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Chico Buarque e Nana Caymmi . Até pensei, de Chico Buarque
Até pensei
Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caía
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Junto a mim morava minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosses minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
(Para ouvir, clique aqui)
Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caía
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Junto a mim morava minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosses minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
(Para ouvir, clique aqui)
Etiquetas:
Grandes Canções,
Grandes Cantores
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
A perfídia

Em declarações à Agência Lusa, Ramos-Horta disse que a principal virtude do Dalai Lama é ser contra qualquer acto de violência no Tibete, mas que a admiração pelo líder tibetano "não retira legitimidade à soberania chinesa em relação ao Tibete".
Deve ser das companhias. E como diria Octávio Machado, eu sei do que falo...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
A histeria, ainda e sempre
Constança Cunha e Sá, lapidar:
"[...] se os políticos, para variar, se têm saído mal de todo este imbróglio — basta ver a incompetência da generalidade dos deputados a quem está entregue esta Comissão — não se pode dizer que os jornalistas tenham primado pela elevação.
O que se assistiu nesta primeira semana de audições é apenas um sinal do que nos espera nos próximos tempos: uma série de egos desorbitados, várias acusações fúteis e os previsíveis ajustes de contas de que ninguém sai a ganhar. [...] Ora, eu não estou, nem nunca estive “vendida” aos interesses do eng.º Sócrates, mas considero que a actuação de Mário Crespo na Comissão de Ética foi um exercício deplorável que enxovalha o jornalismo e a Assembleia da República. Um exemplo, como já disse, da histeria que hoje em dia reina em Portugal."
"[...] se os políticos, para variar, se têm saído mal de todo este imbróglio — basta ver a incompetência da generalidade dos deputados a quem está entregue esta Comissão — não se pode dizer que os jornalistas tenham primado pela elevação.
O que se assistiu nesta primeira semana de audições é apenas um sinal do que nos espera nos próximos tempos: uma série de egos desorbitados, várias acusações fúteis e os previsíveis ajustes de contas de que ninguém sai a ganhar. [...] Ora, eu não estou, nem nunca estive “vendida” aos interesses do eng.º Sócrates, mas considero que a actuação de Mário Crespo na Comissão de Ética foi um exercício deplorável que enxovalha o jornalismo e a Assembleia da República. Um exemplo, como já disse, da histeria que hoje em dia reina em Portugal."
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Enigma
Que vidas teriam sido as de Cesarião e Napoleão II? O «Rei de Roma» e o suposto filho de Roma. Quem foram? O que foram? Acidentes? Vítimas sacrificiais para que o Espírito se realize?
Reuniram-se os alexandrinos
para verem os filhos de Cleópatra:
Cesarião e seus irmãos mais jovens,
Alexandre e Ptolomeu, que
por vez primeira ao Ginásio levados
reis seriam proclamados,
em parada militar brilhante.
Alexandre foi proclamado rei da Armênia, de Média e de Patia.
Ptolomeu, rei da Cecília, Síria e Fenícia.
Cesarião de pé, na frente deles,
vestido com seda cor-de-rosa,
um ramalhete de jacintos nos braços,
na cintura uma dupla fila de ametistas e safiras,
as sandálias atadas com brancas fitas,
com amarelas pétalas bordadas.
A ele coube o maior dos títulos:
proclamaram-nos Rei dos Reis.
Os Alexandrinos certamente compreenderam
que tudo aquilo eram palavras de faz-de-conta.
O dia estava quente, porém, e poético,
com céu de pálido azul.
O Ginásio de Alexandria era uma obra-prima.
As vestes dos cortesãos, esplêndidas,
Cesarião era todo charme e beleza
(filho de Cleópatra, sangue dos Lágids).
Os alexandrinos, em multidões, ao festival acorreram
e entusiasmados saudavam em grego,
em egípcio, em hebraico alguns,
encantados com a beleza do espetáculo,
embora soubessem, naturalmente,
o que tudo aquilo valia,
eram aqueles reinos palavras vazias.
K. Kaváfis, «Os Reis de Alexandria» (1912)
Reuniram-se os alexandrinos
para verem os filhos de Cleópatra:
Cesarião e seus irmãos mais jovens,
Alexandre e Ptolomeu, que
por vez primeira ao Ginásio levados
reis seriam proclamados,
em parada militar brilhante.
Alexandre foi proclamado rei da Armênia, de Média e de Patia.
Ptolomeu, rei da Cecília, Síria e Fenícia.
Cesarião de pé, na frente deles,
vestido com seda cor-de-rosa,
um ramalhete de jacintos nos braços,
na cintura uma dupla fila de ametistas e safiras,
as sandálias atadas com brancas fitas,
com amarelas pétalas bordadas.
A ele coube o maior dos títulos:
proclamaram-nos Rei dos Reis.
Os Alexandrinos certamente compreenderam
que tudo aquilo eram palavras de faz-de-conta.
O dia estava quente, porém, e poético,
com céu de pálido azul.
O Ginásio de Alexandria era uma obra-prima.
As vestes dos cortesãos, esplêndidas,
Cesarião era todo charme e beleza
(filho de Cleópatra, sangue dos Lágids).
Os alexandrinos, em multidões, ao festival acorreram
e entusiasmados saudavam em grego,
em egípcio, em hebraico alguns,
encantados com a beleza do espetáculo,
embora soubessem, naturalmente,
o que tudo aquilo valia,
eram aqueles reinos palavras vazias.
K. Kaváfis, «Os Reis de Alexandria» (1912)
Essenciais, 4
"Somos como anões aos ombros de gigantes, pois podemos ver mais coisas do que eles e mais distantes, não devido à acuidade da nossa vista ou à altura do nosso corpo, mas porque somos mantidos e elevados pela estatura de gigantes." Bernardo de Chartres, referido por João de Salisbúria, Metalogicon, III, 4.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






