sábado, 5 de junho de 2010

Registos Centrais

Actualizado o post de desagravo a Chico Buarque, depois da ofensa do apedeuta.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Celeste Rodrigues - Meu Corpo, de Fernando Tordo e José Carlos Ary dos Santos



Eu ao colo da minha mãe e, na ponta, dois irmãos de Amália, Filipe Roberdão e Celeste Rodrigues.
(Na sequência do que escrevi aqui)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Gaza


Revista de Blogues

Importantíssima análise de André Freire sobre o conteúdo da demagógica proposta de redução do número de Deputados à Assembleia da República. Os verdadeiros números e os verdadeiros alvos. Facta.

Análise certeira de Ana Gomes sobre Israel e o ataque à embarcação humanitária turca.

Nem há palavras para a atitude dos amiguinhos dos sionistas que polulam nos blogues portugueses de direita e extrema direita (do Blasfémias ao 31 da Armada).

Sião

Todos os dias Israel perde o respeito pela sua memória. Ignomínia. Vergonha. E: shame on you, amiguinhos portugueses dos sionistas.
Sobre a posição de Portugal nem é bom falar: "Trata-se de uma política de Estado: ser capacho de todos os regimes, sem qualquer excepção. De Caracas a Washington, de Pequim a Luanda, de Moscovo a Bruxelas, de Telavive a Rabat, o governo português mantém sempre a coerente posição de não ter posição sobre nada, esperando que a sua irrelevância seja premiada com umas migalhas. No caso da Europa, ficou quase sozinho, não acompanhando sequer a posição oficial da União".

Ferreira Gullar - Poema Sujo (1976)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ferreira Gullar (n. 1930) - Prémio Camões 2010



Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.


Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.


Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.


Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.


Traduzir uma parte

na outra parte

— que é uma questão

de vida ou morte —

será arte?

Revista de Blogues

Excelente blogue, o de Maria do Rosário Pedreira. Chama-se Horas Extraordinárias - as horas que passamos a ler.

Acto de desagravo

O meu ídolo Chico Buarque teve de aturar «o faroleiro que contava vantagem», o apedeuta José Sócrates.



Casório

Está feito. Agora só espero que não me convidem para casamentos, independentemente da modalidade. Tenho sempre umas mentirolas guardadas para não ir.

Denis Hopper (1936-2010)

domingo, 30 de maio de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

PR

Parece que a Direita beata se zangou com Cavaco e procura um candidato alternativo. Bagão Félix? Não acredito, até pela consideração que tem pelo algarvio. Uma outra Direita parece inclinar-se para Pedro Santana Lopes. Era bem feito, mas não acredito que o Vereador tenha hipóteses, agora que o mito da sua invencibilidade foi, finalmente, vencido.
À Esquerda, as coisas vão de mal a pior. Algo similar e não menos maquiavélico transparece dos pronunciamentos de Mário Soares. Fernando Nobre não tem condições de partida. Manuel Alegre tem dito alguma coisa nos últimos tempos? Não tenho reparado.
Estamos bonitos!
O Blasfémias acerta em cheio quanto ao Bagão.

(bandeira do Presidente da República, com as armas nacionais sob um rectângulo verde)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Grandes Actrizes Portuguesas IV - Cecília Guimarães

Uma grande actriz portuguesa, infelizmente pouco recordada, condenados que somos a só reconhecer «Eunice & Ruy». Privei com Dona Cecília Guimarães quando participei na peça As Suplicantes (Companhia de Teatro de Almada, 1990-1991) em que ela brilhava. Como não lembrar a sua Juliana - que obteve um prémio de representação - em O Primo Basílio (1959) de António Lopes Ribeiro?



P.S.: Há demasiados filmes invisíveis em Portugal. O acima referido é um deles. Mesmo alguns que ainda existiram em VHS nunca foram transpostos para o DVD e o Blu-Ray. Há Oliveiras a que não temos acesso (o fabuloso Benilde ou a Virgem-Mãe, com os fabulosos Glória de Mattos e Varela Silva); mas também se tornaram invisíveis a generalidade dos filmes de António de Macedo, Manuel Guimarães (à excepção de O Crime da Aldeia Velha), Alberto Seixas Santos, Ernesto de Sousa, mesmo Paulo Rocha, Eduardo Geada, Alfredo Tropa. Nem a filmes tão importantes como Sem Sombra de Pecado de José Fonseca e Costa e A Estrangeira de João Mário Grillo temos acesso. Ironia: diz-se mal do cinema português quando a generalidade dos filmes portugueses não são vistos por ninguém! Voltarei a este assunto.

Centenário da República, II


Lisboa, esquina da Praça do Comércio (Terreiro do Paço) com a Rua do Arsenal

Centenário da República, I

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Grandes Actores Portugueses I - Varela Silva


Amália sempre

Amália, para além da consolidação do cânone fadista, foi responsável por fixar interpretações canónicas no âmbito do folclore português e pela fixação definitiva de interpretações das marchas de lisboa.
No primeiro caso, podemos dizer que há Amália e há as outras e que se deixam resumir em Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Hermínia Silva, Beatriz da Conceição e Argentina Santos. Sem elas, não haveria Mariza, Aldina Duarte, Ana Moura, Carminho ou Raquel Tavares.
No segundo caso, há as interpretações enxutas da tradição folclórica nacional, acompanhadas das excelentes orquestrações de Joaquim Luís Gomes na sequência dos famosos concertos no Lincoln Center de Nova Iorque e no Hollywood Bowl de Los Angeles, sob a direcção de André Kostelanetz. Interpretações contidas, sem sotaques regionais, sem sombra de rancho folclórico, sem mácula. As posteriores séries de folclore acompanhado à guitarra e à viola não resultariam tão bem.
No terceiro caso, estamos em presença de interpretações definitivas na exacta medida em que depois de Amália o ter feito ninguém mais o deve fazer. Não morro de amores por marchas populares de Lisboa e por tudo o que lhe está associado, mas as versões de Amália são sublimes e estão para este género como José Afonso está para o fado de Coimbra: não mexam mais que só pode ficar pior!



O LP Marchas de Lisboa, de 1969 (33 RPM, Columbia, PMX5014, Stereo) - editado na sequência de anteriores EP's - tem, na capa, o meu tio Celestino Silva ao lado da Amália. O meu tio Celestino - tio por afinidade - é irmão do saudoso Varela Silva, cunhado de Amália pelo casamento com Celeste Rodrigues. Começou, tal como ele, na Guilherme Cossoul e é, actualmente, actor na Companhia de Teatro de Almada.

P.S.: Esta raridade já cá canta - estava num leilão na Net.