Actualizado Life on Mars?, de David Bowie
It's a God awful small affair
To the girl with the mousey hair
But her mummy is yelling, "No!"
And her daddy has told her to go
But her friend is no where to be seen
Now she walks through her sunken dream
To the seat with the clearest view
And she's hooked to the silver screen
But the film is a sadd'ning bore
For she's lived it ten times or more
She could spit in the eyes of fools
As they ask her to focus on
Sailors
Fighting in the dance hall
Oh man!
Look at those cavemen go
It's the freakiest show
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy
Oh man!
Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show
Is there life on Mars?
It's on America's tortured brow
That Mickey Mouse has grown up a cow
Now the workers have struck for fame
'Cause Lennon's on sale again
See the mice in their million hordes
From Ibiza to the Norfolk Broads
Rule Britannia is out of bounds
To my mother, my dog, and clowns
But the film is a sadd'ning bore
'Cause I wrote it ten times or more
It's about to be writ again
As I ask you to focus on
Sailors
Fighting in the dance hall
Oh man!
Look at those cavemen go
It's the freakiest show
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy
Oh man!
Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show
Is there life on Mars?
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Dia de Portugal, Dia de Camões
Um país que tem como dia nacional o dia do seu poeta nacional. Um país que tem um poeta que fundou a língua e fundou a pátria. Um país que é Camões
Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê.
Etiquetas:
Camões,
Literatura Portuguesa,
Portugal
domingo, 7 de junho de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
João Bénard da Costa (1935-2009)

Há pessoas a quem devemos tanto, que determinaram de tal modo o nosso modo de pensar que, o momento do seu desaparecimento- talvez não paradoxalmente - acaba por nos devolvê-los na condição de Obra. Com João Bénard da Costa aprendi muito e apenas através dos seus textos e das suas intervenções na Cinemateca. Relembro as suas «folhas» - mais tarde editadas - onde dissecava Hitchcock, Capra, Buñuel, Ford, Cukor, Lubitsh, Walsh, Wilder e tantos, tantos outros. Relembro a sua mítica paixão pelo Johnny Guitar de Nicholas Ray, os seus magníficos textos sobre o Musical, as suas frases lapidares como esta sobre Katharine Hepburn : «ela foi a melhor e a mais importante actriz da história do cinema». Mais há, sobretudo o seu grande amor pelo Cinema, o magnífico Português do seu discurso, a sua condição de «vencido do Catolicismo», O Tempo e o Modo, Mounier, a Cinemateca, Os Filmes da Minha Vida/Os Meus Filmes da Vida, O Cinema Português Nunca Existiu, Muito Lá de Casa e muito mais. Obrigado, João Bénard!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Amálias
A pior coisa que poderemos fazer à memória de Amália Rodrigues é tentar, em vão, repeti-la no seu mesmo registo como o fazem incessantemente algumas fabulosas e outras tão-somente "bonitinhas" novas vozes do Fado. Daí a importância de um projecto como o Amália Hoje, de Nuno Gonçalves, com Sónia Tavares (The Gift), Paulo Praça e Fernando Ribeiro (Moonspell) que, ao forçar a memória de Amália a um estranhamento pop, lhe devolve outrossim toda a modernidade e todo o cosmpolitismo que a diva, ela própria, sempre evidenciou e foi o seu grande conseguimento.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Poe



De uma assentada ficámos com a Poesia Completa e com Todos os Contos (2 vols.) de Edgar Allan Poe. Se lhes juntarmos a antologia de Helena Barbas - Poética (Textos Teóricos) - ficamos com a Obra quase completa do Autor. À parte as célebres traduções de Fernando Pessoa, Poe era muito mal tratado em edição portuguesa e estava disperso. Vou "afundar-me" em Poe - e confirmar que o meu Mestre Bloom não tem razão quando dizia que os seus contos "estão horrivelmente escritos (como também os seus poemas) e ganham ao ser traduzidos, até para inglês" e chamando-lhe "o abominável Poe" (Harold Bloom, Como Ler e Porquê, Lisboa, Caminho, 2001, pp. 34 e 49).
terça-feira, 5 de maio de 2009
Lugares, I - Roma, Campo dei Fiori
sábado, 11 de abril de 2009
Os Russos
E que dizer dos Russos? Antes tinhamos edições mal amanhadas do francês. Hoje, graças aos esforços de Nina e Filipe Guerra, por um lado, e de António Pescada, por outro, possuímos traduções directa do russo de obras fundamentais como Guerra e Paz, Anna Karénina, A Morte de Ivan Illitch e Sonata de Kreutzer de Tolstói, algum Turguenév, quase todo o Gógol, quase todo o Dostoiévski, quase todo o Tchékhov, Margarida e o Mestre, O Doutor Jivago e muitos outros.
Spasiba!
Spasiba!
Clássicos
O mesmo se diga da Literatura. Os últimos anos têm propiciado o aparecimento de primeiras traduções, ou traduções refrescadas, de Homero (Ilíada, Odisseia, por Frederico Lourenço), Hesíodo, Ésquilo, Sófocles (na MinervaCoimbra), Eurípides, Menandro, Apuleio, Horácio (as Odes, por Pedro Braga Falcão), Petrónio (O Satyricon, por Delfim F. Leão), Ovídio (A Arte de Amar, Amores, por Carlos Ascenso André; Metamorfoses, por Paulo Farmhouse Alberto), etc.
Fora do âmbito das humanidades clássicas greco-latinas, têm surgido traduções de Dante e Petrarca (por Vasco Graça Moura), do Quijote (duas edições, uma por José Bento e outra por Miguel Serras Pereira), do Orlando Furioso de Ariosto, a Edição da Obra Dramática Completa de Shakespeare (na Campo das Letras, que agora faliu...), Milton (Paraíso Perdido), William Blake, Lautréamont, Walt Whitman, Pablo Neruda (por Albano Martins), Poe e muito, muito mais.
Fora do âmbito das humanidades clássicas greco-latinas, têm surgido traduções de Dante e Petrarca (por Vasco Graça Moura), do Quijote (duas edições, uma por José Bento e outra por Miguel Serras Pereira), do Orlando Furioso de Ariosto, a Edição da Obra Dramática Completa de Shakespeare (na Campo das Letras, que agora faliu...), Milton (Paraíso Perdido), William Blake, Lautréamont, Walt Whitman, Pablo Neruda (por Albano Martins), Poe e muito, muito mais.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Filosofia
Vão longe os tempos em que os principais textos da literatura mundial e da Filosofia se liam em traduções francesas ou inglesas. Quando comecei o curso, Platão tinha poucas traduções, Aristóteles nem se fala e no que diz respeito a Kant começava-se a dar os primeiros passos com a Crítica da Razão Prática (de Artur Morão) e, principalmente, com a Crítica da Razão Pura (de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão). Passados 20 anos, o panorama é completamente diferente: Platão está praticamente todo traduzido (falta uma edição de conjunto, com unidade de procedimentos interpretativos), Santo Agostinho, Espinosa, o essencial de Kant também, Nietzsche, Wittgenstein, etc.
Gostaria de chamar a atenção para um acontecimento editorial e cultural da máxima relevância - e que deveria teria mais destaque, não fosse a normal tradicional desatenção ao que é mesmo importante - e que é a Edição da Obras Completas de Aristóteles, dirigida por António Pedro Mesquita na INCM. Trata-se da primeira edição numa única colecção, à escala mundial, da Obra Completa do Estagirita, constituindo o primeiro volume uma «Introdução Geral» à Obra, da autoria do coordenador da edição e que constitui uma apresentação do «estado da arte» dos estudos aristotélicos. E que é também capaz, de num momento de síntese, de afirmar: « o aristotelismo é a ontologia natural do Ocidente - e por isso, e ele também um fim que não finda, isto é, o melhor fim. Este destino dá que pensar. Teria Aristóteles presentido que, enquanto Alexandre estava a construir um império, ele andava construindo uma civilização para ele? Ninguém decerto o saberá jamais - o que, evidentemente, é nesta matéria de importância alguma.»
Gostaria de chamar a atenção para um acontecimento editorial e cultural da máxima relevância - e que deveria teria mais destaque, não fosse a normal tradicional desatenção ao que é mesmo importante - e que é a Edição da Obras Completas de Aristóteles, dirigida por António Pedro Mesquita na INCM. Trata-se da primeira edição numa única colecção, à escala mundial, da Obra Completa do Estagirita, constituindo o primeiro volume uma «Introdução Geral» à Obra, da autoria do coordenador da edição e que constitui uma apresentação do «estado da arte» dos estudos aristotélicos. E que é também capaz, de num momento de síntese, de afirmar: « o aristotelismo é a ontologia natural do Ocidente - e por isso, e ele também um fim que não finda, isto é, o melhor fim. Este destino dá que pensar. Teria Aristóteles presentido que, enquanto Alexandre estava a construir um império, ele andava construindo uma civilização para ele? Ninguém decerto o saberá jamais - o que, evidentemente, é nesta matéria de importância alguma.»
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Património



O Centro de Arqueologia de Almada é uma das mais importantes organizações não-governamentais portuguesas de defesa do património histórico e ambiental. Com uma valiosa produção bibliográfica, edita, desde 1982, a revista Al-Madan, provavelmente a melhor revista da especialidade.
Património
sexta-feira, 27 de março de 2009
Harry Connick Jr. - Swett Georgia Brown
E grande músico!
Etiquetas:
Grandes Músicas,
Grandes Músicos,
Jazz
Harry Connick Jr. - All Of Me
Provavelmente o maior cantor - melhor do que cronner - vivo...
Etiquetas:
Grandes Canções,
Grandes Cantores,
Grandes Músicos,
Jazz
quinta-feira, 26 de março de 2009
Provedor de Justiça
O lamentável episódio de escolha do novo Provedor de Justiça deixa mal quase toda a gente. O PS e a inabilidade, diria quase a inépcia de Alberto Martins, já revelada demasiada vezes para se tornar um destino: aliás, nunca se viu ninguém dar cabo da sua própria biografia com tanta desenvoltura. O PSD, que já "abichou" vários Provedores e ainda não está satisfeito. O próprio Provedor de Justiça cessante que, em desespero de causa, profere dislates em entrevista à Visão. O Presidente da Assembleia da República e o próprio Chefe de Estado que estiveram calados todos estes meses.
A importância do cargo é atestada pelos níveis de eficiência, que são incontornáveis. Que o Parlamento não consiga eleger o titular de um cargo com relevância constitucional diz muito sobre a qualidade da nossa democracia e sobre os partidos maioritários que se têm revezado no poder.
Um detalhe: parece que anda tudo à volta do facto do Provedor de Justiça ter assento no Conselho de Estado. De facto, o legislador constituinte de 1982 fez essa gracinha quando criou o órgão de consulta do Presidente da República. Não se percebe qual a razão dessa inerência, sobretudo quando o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República não têm assento no órgão e, por maioria de razão, deveriam tê-lo.
A importância do cargo é atestada pelos níveis de eficiência, que são incontornáveis. Que o Parlamento não consiga eleger o titular de um cargo com relevância constitucional diz muito sobre a qualidade da nossa democracia e sobre os partidos maioritários que se têm revezado no poder.
Um detalhe: parece que anda tudo à volta do facto do Provedor de Justiça ter assento no Conselho de Estado. De facto, o legislador constituinte de 1982 fez essa gracinha quando criou o órgão de consulta do Presidente da República. Não se percebe qual a razão dessa inerência, sobretudo quando o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República não têm assento no órgão e, por maioria de razão, deveriam tê-lo.
Edmund Burke, A Vindication of Natural Society (1756)

Mais de duzentos anos após a morte de Edmund Burke (1729-1797), surge agora em tradução portuguesa, pela mão do meu amigo Pedro Santos Maia, a obra de juventude do autor das Reflections on the Revolution in France, o mais famoso dos textos anti-revolucionários. Que eu saiba, esta Defesa da Sociedade Natural (Lisboa, Círculo de Leitores /Temas e Debates, Col. «Clássicos da Política», 2009) é a primeira tradução portuguesa de um texto de Burke e vem enriquecida por uma modelar introdução e valiosas e eruditas notas, no seguimento da dissertação de Mestrado apresentada pelo tradutor à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1995, a merecer publicação (Pedro Santos Maia, Burke e a Revolução).
sábado, 21 de março de 2009
Antanho
Subscrever:
Mensagens (Atom)



.jpg)



